sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Artur

Desenhei-te sem naturalidade,

Artur, minha sina é não aturar

o teu olhar, se não for no papel...

Em tua boca cravei a assinatura.

Minha natureza é assassinar

com meu traço tua torpe-natura

e em tua boca escrever minha sina,

esfumaço em grafite o teu pesar...

Artur, atura minha assinatura,

ah, o que há de ti em ti desnatura,

é essa sina assassina assinar:

................................ assassinatura!

4 comentários:

Ana Cristina Joaquim disse...

li-n-do.

Ivan Antunes disse...

ae Gustavo to chegando na área, linka ae que linko lá? abraço www.otatubola.blogspot.com
ivantunes.

tonha demasi disse...

Você é muito habilodoso com "palavras_primas".
Aquelas que se parecem na sonoridade, se aturam no sentido e vivem pra provocar.
Seu Artur se presta bem a isso. ganhou ritmo...dá pra sair dançando.
Gosto muito.

Lucas disse...

Muito bom!